Orixá

Iemanjá

Odoyá, Iemanjá! Odociaba, Minha Mãe!

Cores
Branco • Azul-claro • tons perolados, conforme a tradição da Casa.
Dia
Sábado, em muitas tradições de Umbanda. No Brasil, 2 de fevereiro é uma das principais datas populares dedicadas a Ieman
Elementos
Mar • Águas salgadas • Maternidade • Família • Proteção • Acolhimento • Intuição • Equilíbrio emocional • Renovação • Cuidado

Iemanjá é reverenciada na Umbanda como uma grande força maternal, ligada às águas do mar, ao acolhimento, à proteção e aos vínculos familiares. Sua energia nos recorda o cuidado de uma mãe que acolhe seus filhos, mas também possui firmeza para orientá-los em sua caminhada.

Quem é

Iemanjá é um dos grandes Orixás cultuados nas religiões de matriz africana e possui profunda importância dentro da Umbanda.

É associada principalmente às águas do mar, à maternidade, à família, à proteção e ao acolhimento.

Na Umbanda, sua força nos remete ao cuidado maternal: aquele que recebe, protege, orienta e também ensina.

Por isso, muitas pessoas recorrem a Iemanjá em momentos relacionados à família, aos sentimentos, às dificuldades emocionais e às mudanças importantes da vida.

O mar também nos oferece uma maneira bonita de compreender sua força.

Existem dias em que suas águas estão tranquilas e outros em que suas ondas demonstram enorme poder. Da mesma forma, acolhimento e firmeza não são sentimentos opostos.

Iemanjá nos ensina que podemos amar profundamente e, ainda assim, estabelecer limites; podemos cuidar dos outros sem abandonar o cuidado conosco.

É a força que acolhe, mas também nos prepara para continuar nossa própria caminhada.

Como trabalha na gira

Nas giras e homenagens dedicadas a Iemanjá, sua força é reverenciada principalmente em trabalhos relacionados à harmonização, proteção, equilíbrio emocional, fortalecimento familiar, renovação e acolhimento espiritual.

Os trabalhos podem envolver orações, pontos cantados, flores e outros elementos permitidos pelos fundamentos da Casa.

É um momento especialmente apropriado para refletir sobre aquilo que carregamos emocionalmente.

Mágoas antigas.

Conflitos familiares.

Saudades.

Medos.

Preocupações com aqueles que amamos.

E sentimentos que talvez precisemos finalmente entregar.

Ao reverenciar Iemanjá, podemos pedir que suas águas simbolicamente nos ensinem a movimentar aquilo que permaneceu parado dentro de nós e a encontrar serenidade para continuar.

Como o visitante deve se portar

Durante uma gira ou homenagem a Iemanjá, permaneça com respeito, tranquilidade e coração aberto.

Você não precisa conhecer os pontos, as saudações ou os fundamentos religiosos da Casa para participar.

Quando houver cânticos, orações ou momentos de concentração, procure evitar conversas paralelas e acompanhe as orientações dos dirigentes.

Caso seja convidado a participar de algum momento específico e não se sinta confortável, converse com um trabalhador da Casa. A participação deve acontecer com respeito e consciência.

Se desejar fazer seu pedido a Iemanjá, fale com simplicidade.

Peça proteção para sua família.

Peça equilíbrio para seus sentimentos.

Peça sabedoria para cuidar daqueles que ama sem esquecer de cuidar de si mesmo.

Ou simplesmente agradeça.

Naquele momento, mais importante do que conhecer palavras ou gestos específicos é estar presente com respeito e sinceridade.

Odoyá, Iemanjá!

Firmeza e cuidados

Vela

Branca ou azul-clara, conforme o fundamento da Casa.
Tipo: Vela simples, preferencialmente sem perfume.

Quando firmar: Em momentos de oração relacionados à proteção, família, maternidade, equilíbrio emocional, acolhimento, renovação e agradecimento.

O sábado é utilizado por muitas casas como dia relacionado a Iemanjá, embora essa associação possa variar conforme a tradição.

Onde firmar: Em casa, utilize exclusivamente um local seguro, estável e apropriado para oração. Dentro do terreiro, utilize somente os locais determinados pelos dirigentes.

Não é necessário levar a vela ao mar para realizar uma oração a Iemanjá.

Ao acendê-la, faça seu pedido com tranquilidade:

“Minha Mãe Iemanjá, cubra minha família com seu manto de proteção. Acalme meu coração, fortaleça meus caminhos e conceda-me sabedoria para compreender aquilo que não posso mudar. Que suas águas levem de mim aquilo que já não preciso carregar e tragam paz, equilíbrio e esperança. Odoyá, minha Mãe!”

Nunca deixe velas acesas sem supervisão ou próximas de materiais inflamáveis.

Banho

Para uma prática doméstica simples voltada à intenção de tranquilidade, equilíbrio e renovação, algumas casas utilizam ervas aromáticas suaves.

Sugestão simples:
• Camomila
• Erva-cidreira
• Manjericão
• Alfazema, quando utilizada pela tradição da Casa

Modo de preparo

Aqueça aproximadamente 1 a 2 litros de água.

Quando estiver quente, desligue o fogo antes de acrescentar as ervas.

Coloque pequenas porções das ervas, tampe e deixe em infusão por aproximadamente 10 a 15 minutos.

Coe e espere chegar a uma temperatura confortável.

Depois do banho normal, despeje a preparação lentamente do pescoço para baixo, mentalizando serenidade, proteção e renovação.

Enquanto realiza o banho, pode fazer uma oração:

“Minha Mãe Iemanjá, que suas águas tragam serenidade ao meu coração. Que aquilo que me causa sofrimento encontre seu caminho e que permaneçam comigo o amor, a sabedoria, a proteção e a paz. Proteja minha família e fortaleça minha caminhada. Odoyá, Iemanjá!”

Cuidados: O banho espiritual é uma prática religiosa e simbólica, não sendo substituto para cuidados médicos ou tratamentos de saúde.

Não ingira o preparo.

Antes de utilizar qualquer erva, certifique-se de que ela foi corretamente identificada. Não utilize plantas desconhecidas.

Se houver histórico de alergia, sensibilidade cutânea ou irritação, não utilize a preparação sem orientação adequada.

Gestantes, crianças e pessoas com condições dermatológicas devem ter atenção especial e buscar orientação apropriada antes do uso.
Banhos e firmezas de uso geral. Para orientação individual, fale com o Pai de Santo ou a Mãe de Santo da casa, ou com os Pais e Mães Pequenos

Banhos e firmezas de uso geral. Para orientação individual, fale com o Pai de Santo ou a Mãe de Santo da casa, ou com os Pais e Mães Pequenos. Fale conosco